Frederico de Holanda (n. Recife, 1944). Arquiteto (UFPE, 1966). PhD em Arquitetura (Universidade de Londres, 1997). Professor Titular aposentado, Pesquisador Colaborador Sênior e Professor Emérito da Universidade de Brasília, onde ministra desde 1972. Livros: O Espaço de Exceção (2002, baseado na tese de doutorado homônima, Prêmio ANPUR Tese, 1998; 2018 [e-book público]); Exceptional space (2011 [e-book público]); Arquitetura & Urbanidade (org.) (2003, 2011); Brasília – cidade moderna, cidade eterna (2010, Prêmio ANPARQ Livro); Oscar Niemeyer: de vidro e concreto / Of glass and concrete (2011, edição bilingue português-inglês); Ordem e desordem: arquitetura e vida social (org.) (2012); 10 mandamentos da arquitetura (2013, 2015); Construtores de mim (2019). Fundou uma editora (FRBH), que já conta com dez títulos publicados de arquitetura e de literatura, de autores da UnB e de colegas de outras IFES. Dedica-se à realização de filmes sobre arquitetura e cultura – da coleção, constam 88 títulos públicos disponíveis na rede mundial de computadores. Investiga relações entre configuração edilícia e urbana, uso dos espaços pelas categorias sociais (classes, gêneros, gerações), segregação socioespacial. Coordena o grupo de pesquisa “Dimensões Morfológicas do Processo de Urbanização” (CNPq). Pesquisador 1-A (CNPq).
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Frederico de Holanda (n. 1944, Recife, Brasil). Arquiteto (UFPE, 1966). PhD em Arquitetura (Universidade de Londres, 1997). Trabalhou na Companhia Hidroelétrica da Boa Esperança (Maranhão, 1967-1969), e no Escritório Wit-Olaf Prochnik (Rio de Janeiro, 1969-1971). Professor Titular aposentado, Pesquisador Colaborador Sênior e Professor Emérito da Universidade de Brasília, onde ministra desde 1972. Individualmente ou em equipe, realizou projetos edilícios e urbanos, por exemplo: projeto de urbanismo da Superquadra Norte 109, Brasília, DF, 1985 (em implantação); projeto de sua residência de férias em Canaan, Trairi, CE, 1989 (construída); projeto de sua residência, Sobradinho, DF, 1999 (Menção Honrosa na III Bienal de Arquitetura de Brasília, 2001, construída); proposta para o Concurso Público Nacional de Ideias e de Estudos Preliminares de Arquitetura e Urbanismo para Revitalização das Avenidas W-3 Sul e Norte, em Brasília, DF, 2003 (classificada em 3º lugar); Estudo Preliminar para o Museu de Ciência e Tecnologia na Universidade de Brasília, Brasília, 2007 (Menção Honrosa em concurso interno entre professores da Universidade de Brasília); Plano Diretor do Campus de Planaltina, Universidade de Brasília, DF, 2008 (em implantação). Credita sua formação principalmente a três grandes mestres: Delfim Amorim (UFPE), pela linguagem arquitetônica apreendida na prancheta; Evaldo Coutinho (UFPE) e Bill Hillier (Universidade de Londres, orientador de sua tese de doutorado – O Espaço de Exceção), pela riqueza com que colocam o espaço no centro da reflexão arquitetônica. Investiga relações entre configuração da arquitetura e uso dos espaços pelas categorias sociais (classes, gêneros, gerações), nas edificações e na cidade. Orientou 9 bolsistas de Iniciação Científica, 30 mestres e 15 doutores. Recebeu, ademais, o “Prêmio Brasileiro Política e Planejamento Urbano e Regional” (Associação Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em Planejamento Urbano e Regional – ANPUR) na Categoria Tese de Doutorado (1998); “Destaque em Pesquisa” conferido pela Universidade de Brasília (2007). Em 2010 fundou uma editora, que publica títulos de arquitetura e cultura (FRBH). Publicou os livros: O Espaço de Exceção, baseado em sua tese de doutorado (Edunb, 2002; FRBH, 2018 [e-book público]); Arquitetura e Urbanidade (org., ProEditores Associados Ltda, 2003; 2ª Edição, FRBH, 2011); Brasília: cidade moderna, cidade eterna (FAU/UnB, 2010), pelo qual recebeu o prêmio ANPARQ 2010 (Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo) na categoria Livro Texto Integral – Menção Honrosa; o bilíngue Oscar Niemeyer: de vidro e concreto / of glass and concrete (FRBH, 2011); o e-book público Exceptional Space (em inglês), baseado em sua tese de doutorado (FRBH, 2011); Ordem e desordem: arquitetura e vida social (org., FRBH, 2012); 10 Mandamentos da Arquitetura (FRBH, 2013, 2ª Edição 2015); Construtores de Mim (FRBH, 2019). Além dos livros, publicou 44 artigos em periódicos especializados, 39 capítulos de livros, e 97 textos completos em anais de eventos científicos. Coordena o Grupo de Pesquisa “Dimensões Morfológicas do Processo de Urbanização”, Diretório de Grupos de Pesquisa no Brasil (CNPq). Membro do Comitê de Ciências Sociais Aplicadas, subárea de Arquitetura e Urbanismo (CNPq), de julho de 2007 a junho de 2010. Membro de comitês científicos e conselhos editoriais no Brasil e no exterior. Consultor de agências de fomento (p. ex. CAPES e CNPq). Pesquisador 1-A do CNPq. Casado com Rosa de Lima Cunha, tem dois filhos – Joana e Pedro – e duas netas – Irene e Carolina.
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TEXTOS

HOLANDA, Frederico de. Rótulos. Ah! os rótulos… *Revista de Morfologia Urbana*, vol. 7(2), 2019.

HOLANDA, Frederico de. Hard and soft revisited. *Area Development and Policy*, v. 1, p. 1-27, 2019.

HOLANDA, Frederico de. Arquitetura e sociedade como artefatos In: Diferentes abordagens em morfologia urbana.1 ed. Porto: Universidade do Porto, 2018, p. 67-83.

HOLANDA, Frederico de. Inserting urbanity in a modern environment. In: OLIVEIRA, Vítor. *Teaching urban morphology*.1 ed. Cambridge: Springer, 2018, p. 185-203.

HOLANDA, Frederico de. Urban fissures. *Journal of Space Syntax*, London, v. 7, n. 2, out. 2017.

HOLANDA, Frederico de. De macarronadas e escondidinhos. *Correio Braziliense*, Brasília, 1 nov. 2017. Caderno 1, p. 13.

HOLANDA, Frederico de. Brasília: utopia ou segregação à brasileira? *Le Monde Diplomatique Brasil – Copyleft*, São Paulo, 26 abr. 2016.

HOLANDA, Frederico de; MEDEIROS, Valério; RIBEIRO, Rômulo; MOURA, Andréa. Brasília: fragmented metropolis. In: INTERNATIONAL SPACE SYNTAX SYMPOSIUM, 10., 2015, Londres. *Proceedings*… Londres: The Bartlett Space Syntax Laboratory, 2015.

HOLANDA, Frederico de; MEDEIROS, Valério; RIBEIRO, Rômulo; MOURA, Andréa. A configuração da área metropolitana de Brasília. In: RIBEIRO, Rômulo; TENORIO, Gabriela; HOLANDA, Frederico de. *Brasília: transformações na ordem urbana*. Rio de Janeiro: Letra Capital, 2015, p. 64-97.

Entrevista de Frederico de Holanda a Cristiano Felipe Borba do Nascimento, para a revista COLETIVA (Fundação Joaquim Nabuco), n. 11, mai/jun/jul/ago 2013, sobre o último livro organizado (Ordem & desordem: arquitetura e vida social), cidades brasileiras hoje, e temas correlatos.

HOLANDA, Frederico de. Sagrado e profano. *Correio Braziliense*, Brasília, 17 jun. 2013, Caderno 1, p. 11.

HOLANDA, Frederico de. O mundo das miudezas. In: ENCONTRO DA ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO EM ARQUITETURA E URBANISMO, 2., 2012, Natal. Anais… Natal: ENANPARQ, 2012. 1 CD-ROM.

HOLANDA, Frederico de. Paradoxos do tombamento. Correio Braziliense, Brasília, 25 mar. 2012. Caderno 1, p.21.

HOLANDA, Frederico de. O rei está nu! Correio Braziliense, Brasília, 6 dez. 2011. Caderno 1, p.15.

HOLANDA, Frederico de. É a luta de classes, estúpido! Anais do XIV Encontro Nacional da ANPUR. RIO DE JANEIRO: ANPUR, 2011.

HOLANDA, Frederico de, GOMES, Viridiana. “Urbanidade ambiental”. Anais do I ENANPARQ (CD-ROM). Rio de Janeiro: PROURB, 2010. (ISBN: 9788588027213).

HOLANDA, Frederico de. “Urbanidade: arquitetônica e social”. Anais do I ENANPARQ (CD-ROM). Rio de Janeiro: PROURB, 2010. (ISBN: 9788588027213).

TENORIO, Gabriela, HOLANDA, Frederico de. “Brasília: Monumental y secular”. X Congreso Internacional de Rehabilitación del Patrimonio Arquitectónico y Edificación – Anais em CD-ROM. Santiago, Chile, 3, 4 y 5 De Noviembre de 2010. (ISBN: 9789569006005).

HOLANDA, Frederico de, TENORIO, Gabriela. “Brasilia: informalidad en los intersticios del orden dominante”. X Congreso Internacional de Rehabilitación del Patrimonio Arquitectónico y Edificación – Anais em CD-ROM. Santiago, Chile, 3, 4 y 5 De Noviembre de 2010. (ISBN: 9789569006005).

HOLANDA, Frederico de. “Exumar cadáveres”. Correio Braziliense, 9 de março de 2010, p. 19, Brasília.

HOLANDA, Frederico de. “Belo e ordenado”: para quem, cara-pálida? IV PROJETAR 2009 – Projeto como investigação: antologia (CD-ROM). São Paulo: Editora Alter Market, 2009.

HOLANDA, Frederico de. “A praça do espanto” *MDC*, periódico eletrônico, publicado em 20/01/2009.

HOLANDA, Frederico de. “Arquitetura sociológica”. Revista brasileira de estudos urbanos e regionais, vol. 9, n.1, p. 115-129. Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Planejamento Urbano e Regional, 2007.

HOLANDA, Frederico de. “A praga do infinito e a ressurreição do lugar”. In: DUARTE, Cristiane R. et alli. O lugar do projeto no ensino e na pesquisa em arquitetura e urbanismo. Rio de Janeiro: Contra Capa Livraria, 2007, p. 241-254.

HOLANDA, Frederico de. “Na contramão do apartaide”. Oculum Ensaios (PUCCAMP), v.6, p.04-16, 2006.

HOLANDA, Frederico de. Afetos da arquitetura. Brasília: s.n., 2004.

ORIENTAÇÕES

BITTENCOURT, Samantha Nahon. DATA VENIA – Por uma outra arquitetura para a justiça brasileira. 2018. 209p. Tese (Doutorado em Arquitetura e Urbanismo) – Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Universidade de Brasília, 2018.

MOURA, Andréa Mendonça de. Planejamento urbano de planejamento de transporte: uma relação desconexa?. 392p. 2017. Tese (Doutorado em Arquitetura e Urbanismo) – Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Universidade de Brasília, Brasília, 2017.

FERRAZ, Flávio Rodrigues. Desenho urbano e ocorrências criminais. O caso do Distrito Federal. 2017. 247p. Tese (Doutorado em Arquitetura e Urbanismo) – Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Brasília, 2017.

GURGEL, Ana Paula Campos. As metrópoles do interior e o interior das metrópoles. 2016. 313p. Tese (Doutorado em Arquitetura e Urbanismo) – Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Universidade de Brasília, Brasília, 2016.

GARCIA, Patricia Melasso. Pedagogias invisíveis do espaço escolar. 2016. 402p. Tese (Doutorado em Arquitetura e Urbanismo) – Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Universidade de Brasília, Brasília, 2016.

SIQUEIRA, Nayara Moreno de. A indisciplina que orienta. 2016. 280p. Tese (Doutorado em Arquitetura e Urbanismo) – Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Universidade de Brasília, Brasília, 2016.

ZECHIN, Patrick Di Almeida Vieira. Sobre a dimensão espacial da desigualdade social urbana. Um estudo sobre cinco cidades brasileiras. 2014. 378p. Tese (Doutorado em Arquitetura e Urbanismo) – Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Universidade de Brasília, Brasília, 2014.

BRANDÃO, Vera Bonna. Brasília, a cidade patrimônio e sua escala residencial: preservar o quê? E por quê? 2013. 450p. Tese (Doutorado em Arquitetura e Urbanismo) – Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Universidade de Brasília, Brasília, 2013.

TENORIO, Gabriela. Ao desocupado em cima da ponte: Brasília, arquitetura e vida pública. 2012. 391p. Tese (Doutorado em Arquitetura e Urbanismo) – Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Universidade de Brasília, Brasília, 2012.

CAVALCANTE, Antônio Paulo de Hollanda. A arquitetura da cidade e os transportes: o caso dos congestionamentos em Fortaleza – Ceará. Tese de doutorado em Arquitetura e Urbanismo, Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Universidade de Brasília. Brasília: s.n., 2009.

FRANÇA, Franciney Carreiro de. A indisciplina que muda a arquitetura – a dinâmica do espaço doméstico no Distrito Federal. Tese de doutorado, Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Universidade de Brasília. Brasília: s.n., 2008.

MELLO, Sandra Soares de. Na beira do rio tem uma cidade. Tese de doutorado em Arquitetura e Urbanismo, Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Universidade de Brasília. Brasília: s.n., 2008.

RIBEIRO, Rômulo José da Costa. Qualidade de vida urbana. Proposta de análise sistêmica da configuração, socioeconomia e meio ambiente urbanos. Tese de doutorado, Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Universidade de Brasília. Brasília: s.n., 2008.

MEDEIROS, Valério Augusto Soares de. Urbis Brasiliae. O Labirinto das Cidades Brasileiras. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 2013 (baseado na tese de doutorado, de 2006).

PACHECO JÚNIOR, José Mário. *Território Paralelo*. 2020. 189 f. il. Dissertação (Mestrado em Arquitetura e Urbanismo) – Universidade de Brasília, Brasília, 2020.

MADEIRA, Everton. Arquitetura em transformação: configuração urbana e verticalização residencial. 2018. 191 p. Dissertação (Mestrado em Arquitetura e Urbanismo) – Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Universidade de Brasília, Brasília, 2018.

OCARANZA PACHECO, Matías Enrique. Os limites da gentrificação na Vila Planalto. 2015. 218p. Dissertação (Mestrado em Arquitetura e Urbanismo) – Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Universidade de Brasília, Brasília, 2015.

RIBEIRO, Manuela Souza. Habitar, trabalhar, recrear e circular: possibilidades e limitações nas superquadras de Brasília. 2013. 221 p. Dissertação (Mestrado em Arquitetura e Urbanismo) – Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Universidade de Brasília, Brasília, 2013.

SANTOS, Sheilla Costa dos. A análise da transformação urbana do bairro Coroa do Meio mediante teoria da sintaxe espacial – Aracaju/SE. Dissertação de Mestrado, Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo, Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Universidade de Brasília. Brasília: s.n., 2009.

DUARTE, Fernanda Regina Pereira. Nova Friburgo: um estudo sobre identidade urbanística. Dissertação de Mestrado, Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo, Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Universidade de Brasília. Brasília: s.n., 2009.

CASTELO, Luís Filipe Montenegro. Fissuras urbanas. Dissertação de Mestrado, Programa de Pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo, Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Universidade de Brasília. Brasília: s.n., 2008.

PIRES, Camila de Carvalho. Potencialidades cicloviárias no Plano Piloto. Dissertação de Mestrado, Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo, Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Universidade de Brasília. Brasília: s.n., 2008.

RODRIGUEZ, Milena B. N. A. A UnB e seu espaço social. 2007. 120 f. Dissertação (Mestrado em Arquitetura e Urbanismo) – Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Universidade de Brasília, Brasília, 2007.

VASCONCELLOS, Rodrigo B. de H. A Sintaxe Espacial como Instrumento de Análise da Dualidade Mórfica de Palmas. 2006. 170 f. Dissertação (Mestrado em Arquitetura e Urbanismo) – Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Universidade de Brasília, Brasília, 2006)

BARROS, Ana Paula. B. G. Estudo exploratório da sintaxe espacial como ferramenta de alocação de tráfego. Dissertação de mestrado em Transportes, Faculdade de Tecnologia, Universidade de Brasília. Brasília: s.n., 2006. (Co-orientação.)

FRANÇA, Franciney Carreiro de. Meu quarto, meu mundo: configuração espacial e modo de vida em casas de Brasília. 2001. Dissertação (Mestrado em Arquitetura e Urbanismo) – Programa de Pesquisa e Pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo, Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Universidade de Brasília, Brasília, 2001.

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FILMES

SINOPSE

(Aula dada no contexto da disciplina colaborativa interinstitucional “As metrópoles e a ordem urbana brasileira: os desafios do direito à cidade”, oferecida remotamente no âmbito do Observatório das Metrópoles. Aula 7, com o tema “Mobilidade Urbana, Desigualdade e Direito à Cidade”.
Excepcionalmente aqui, este não é um filme meu, mas a gravação da aula e do debate subsequente feitos pelo Observatório. A exposição tem 2 horas de duração e o debate posterior 50 minutos.)

Sabe um desses momentos em que você resolve dar um balanço nas ideias?… A iniciativa do Observatório das Metrópoles, grupo brasileiro de pesquisa em rede ao qual orgulhosamente pertenço por meio do Núcleo Brasília-RIDE, de oferecer esta disciplina interinstitucional, foi, digamos, um dos efeitos colaterais da COVID: ela está sendo oferecida simultaneamente por 10 programas de pós-graduação brasileiros de várias áreas disciplinares, com alunos idem (são quase 250 matriculados). Aceitei o convite de Luiz César de Queiroz Ribeiro, sociólogo, coordenador geral do OM, do Rio de Janeiro, para oferecer uma das aulas do curso, simultaneamente com entusiasmo e com receio. Era uma baita responsa, falar para esses 250 alunos e mais um grupo interdisciplinar de pesquisadores de ponta no país. Mas era uma oportunidade honrosa e importante à qual não me podia furtar.

Sobre o formato da aula, pensei ao longo de semanas, desde que chegamos aqui na praia, para esta temporada. (Preparei a aula na nossa segunda residência, no Canaan, pequeno distrito do município do Trairi, no litoral oeste cearense, e de lá a transmiti, pois temos uma conexão suficiente.) Pensei em escrever um texto e lê-lo, mas seria muito chato e formal. Optei por improvisar, tendo por guia imagens, muitas imagens. Claro, no improviso, passam deslizes, erros de português, atos falhos, omissões ou repetições das quais a gente só se dá conta depois. P. ex., dos “gigantes” sobre “cujos ombros trabalho”, e que apresento no início da aula, menciono o que trago deles, e, distraído pelo comentário sobre o rótulo que escolho para Karl Marx, esqueci de dizer (logo aqui!…) que dele trago o conceito de “luta de classes como motor da história”. Devidamente informado, pois.

Desta vez, não é um trabalho de “divulgação científica”, como são os filmes que estão no meu canal do YouTube, pensados para um público amplo, leigo no assunto, “pero sin perder la seriedad, jamás”… É uma peça para um público especializado, e eu tinha de divulgar, no tempo que dispunha, as informações técnicas precisas que vimos obtendo nas pesquisas – haja gráficos, tabelas, números… Ao público leigo escaparão certos conceitos e variáveis, mas, no todo, creio que mesmo ele poderá usufruir a aula no que ela tem de essencial.

Verão que lido com conceitos transdisciplinares – “classe social”, por exemplo – mas procuro ao mesmo tempo comunicar uma visão disciplinar da questão urbana e metropolitana: o olhar da Arquitetura como campo de conhecimento – minha praia – e como o entendo.

Sigamos, nesta “distopia teocrática delirante”: no final da minha fala me permiti ser menos “científico” e mais “cordial” no sentido de Sérgio Buarque de Hollanda: falar com o coração, não com a cabeça… Também heterodoxamente, do ponto de vista mais tradicional dos acadêmicos, dei-me o direito de dizer umas piadinhas pelo meio, um grande risco, pois nunca fui bom contador de anedotas… Oxalá tenha sido um bom tempero antissisudez – vocês o dirão…

SINOPSE

Para descontrair num domingo de eleições, embora não seja o caso em Brasília, aliás onde não estamos, porém em nossa segunda residência no litoral do Nordeste, um clip rapidinho, 6′ 23″, a registrar a sequência visual do jardim da frente de nossa casa até a mais bela praia do mundo, isto é, Flecheiras, Trairi, CE, planeta Terra, e captar os fascinantes efeitos mutantes do percurso, nas panorâmicas, nas quais o plano se fecha em pormenores e se abre novamente em grande angular ao longo do movimento da câmera, usando o recurso do zoom, e nos “travellings”, ou, em português, “carros”, na gíria cinematográfica, quando nos movemos com a máquina ao longo de um eixo, para frente, para trás, de lado etc., ela, a câmera, normalmente fixa em nossa mão, ou no tripé, que não foi o caso, pois foi “uma câmera na mão e uma ideia na cabeça” mesmo, carros que, no deslocamento, revelavam o por vezes insuspeitado, depois de uma curva do caminho, ou de muros laterais que terminam, ou o calçamento de pedra que generosamente cede lugar ao quase infinito areal, seco com fina camada de grãos sobremoventes pelos alísios, ou úmido da maré anterior, a interromper-se à vez no azul do mar e do céu inconsútil, a cor da emoção, tudo embalado por – quem mais? – João Sebastião, de novo, destarte pelas mãos de Angela Hewitt ao piano solo, a nos brindar com o segundo movimento do Concerto Italiano.

SINOPSE

Vegetação como arquitetura, a configurar lugares. Forrações, arbustos, árvores, trepadeiras, cercas-vivas: no quintal, no átrio, no jardim dos quartos, pendurada na pérgola do banheiro, na parte externa cedida ao espaço público. Nosso Éden, privilégio de poucos nas atuais condições sanitárias. O lugar, nossa residência em Sobradinho, Brasília. Eis uma “promenade architecturale” ao estilo do mestre Le Corbusier: um passeio a mostrar a variação de ângulos visuais, luz, sombra, texturas, cores, mineral e vegetal – pois na “tese” do filme, vegetação também é arquitetura, além dos óbvios piso, paredes, teto, e planos opacos, translúcidos, ou transparentes. A fonte de inspiração é o conceito – e o neologismo – “topocepção”, de Maria Elaine Kohlsdorf (“topo” [lugar] + “ceptere” [apreender]), para referir efeitos visuais mutantes no percurso e sua capacidade de estimular nossos sentidos: nos bons casos, conferem ao lugar orientabilidade (não nos perdemos) e identidade (não os esquecemos).
Na trilha sonora, uma paixão de juventude: Joaquim Rodrigo e o adágio do Concerto de Aranjuez (1939). A memória (confiável?) me diz que ouvi o concerto por primeiro numa radiola portátil a céu aberto nas ruínas do claustro da igrejinha de Nazaré do Cabo (Santo Agostinho, Pernambuco), mais ou menos em 1965. Um trecho do claustro foi restaurado à perfeição por Delfim Fernandes Amorim, o saudoso mestre. Apenas sob a lua cheia, éramos quatro estudantes de arquitetura a fugir do carnaval. Mas o filme cresceu, cresceu, cresceu… O adágio foi pouco. Chamei primeiro Heitor Villa-Lobos: juntei um estudo (dos doze, de 1928) e um prelúdio (dos cinco, de 1940), ambos para violão solo. E para continuar nas cordas dedilhadas, convoquei Antonio Vivaldi (dizem que era padre, mas era bruxo): o largo do concerto para alaúde e o andante do concerto para dois bandolins.

SINOPSE

Quarentena tem dessas coisas: exploramos mais nossos dotes culinários.
Desta feita, doce da casca de limão siciliano, colhido aqui do quintal. Fiz em equipe com Luiz Carlos, usamos 4 limões – eles são ENORMES!… Os procedimentos estão nas legendas do filme. Veja a paciência necessária: no primeiro dia, colocamos de molho e renovamos a água a cada 3 horas, para tirar o amargor; ele dorme de molho; no segundo dia, fervemos e renovamos a água 3 vezes. Daí, reta final: colocar o açúcar, levar ao fogo brando e dar o ponto. Provecho!!!

SINOPSE

Há exatos 21 anos dormimos por primeiro em nosso refúgio serrano – a casa em Sobradinho, Brasília. Quis o acaso que o dia inaugural da morada fosse o do Solstício de Inverno no Hemisfério Sul – hoje, 21 de junho. A luz da ocasião ganhou em nossa memória um charme singular: sombras acentuadas, o Sol totalmente recostado para as bandas do Norte, o céu do Planalto Central a brilhar de um azul fulgurante.
Ano após ano assinalo o Solstício com um clip celebrativo, da meia-volta do Sol e do aniversário da residência. Mas desta vez é especial: a casa chega à maioridade.
Na trilha sonora, nossa filha Joana Holanda brinda-nos com uma peça para piano e sons eletrônicos: “Mosaic”, de João Pedro Oliveira (n. 1959), gravada ao vivo no Auditório Onofre Lopes, UFRN, Natal, em 2 de agosto de 2019. (Carece um bom sistema sonoro para melhor usufruir o fascinante universo tonal e tímbrico da peça de João Pedro.)
Faíscas e reflexos aproximam duas linguagens artísticas – Música e Pintura (na variante azulejaria); elas são captadas por uma terceira, a das “imagens sucessivas no tempo”* – Cinema; e têm como pano de fundo uma quarta – Arquitetura. Primeiro: tons, timbres, intensidades e ritmos da obra musical; segundo: cores e formas do painel de azulejos, concebido pelo querido amigo, arquiteto e designer Petrônio Cunha especialmente para o lugar; terceiro: o lume do Astro-Rei a dançar sobre o mosaico em traços e matizes cambiantes, da alvorada ao crepúsculo, em 11 horas de registro comprimidas em 10 minutos; quarto: planos e volumes, vazados ou não, opacos, transparentes ou translúcidos, a definirem espaços que abrigam nossos corpos e embasam nossos encontros e esquivanças.
E saliento mais uma feliz circunstância: a primeira e a última nota da peça
musical é o… Sol.
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* COUTINHO, Evaldo. A imagem autônoma. Ensaio de teoria do cinema. Recife: Editora Universitária, Universidade Federal de Pernambuco, 1972.
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(Nossa residência foi projetada por mim em 1998 e mudamos para cá em 21.6.1999. Ganhou u’a Menção Honrosa na III Bienal de Arquitetura e Urbanismo de Brasília [2001], Instituto de Arquitetos do Brasil – Departamento do Distrito Federal.)

SINOPSE

Como é a vida de um casal de velhinhos em confinamento, quando habitam uma residência na cidade satélite de Sobradinho, Brasília? Demais, um jovem casal vive conosco e trabalha na lida diária. Já não se saía muito, salvo uma descida ocasional ao Plano (Piloto), para compras, diversões, trabalho (meu caso). Não mais – até quando? Compras: entrega em domicílio; diversões: leitura, música, filmes e séries na TV, redes sociais; esporte: bicicleta ergométrica; gastronomia: uma boa sobremesa de vez em quando; trabalho: remoto. Para fixar a vitamina D, quinze minutos diários de sol forte no gramado, privilégio de ter uma casa confortável num terreno de 1.200 m2. Na trilha sonora, fora o presto da abertura, Glenn Gould faz uma leitura lenta – não, lentíssima, o dobro do tempo usual – do segundo movimento da Sinfonia Pastoral de Ludwig van Beethoven, transcrita para piano solo por Franz Liszt: andamento e atmosfera correlatos ao ritmo da quarentena. Se há certa melancolia, a culpa não é minha, de Glenn, ou de Ludwig. Do outro lado dos brilhos e reflexos do regato beethoveniano monstros estão à espreita. Como a peste.
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(Nossa residência foi projetada por mim em 1998 e mudamos para cá em 1999. Ganhou uma Menção Honrosa na III Bienal de Arquitetura e Urbanismo de Brasília, Instituto de Arquitetos do Brasil – Departamento do Distrito Federal.)

SINOPSE

Lucio Costa assim conclui o texto de apresentação do Plano Piloto para a capital federal brasileira (1957): “BRASÍLIA, capital aérea e rodoviária; cidade parque. Sonho arqui-secular do Patriarca.” (o nome da cidade está grafado em maiúsculas no original). Sim, as onipresentes áreas ajardinadas com forrações, arbustos e árvores são um dos traços mais fortes da identidade de Brasília. Algumas espécies nos brindam com uma paleta de cores e formas particularmente expressivas, na variedade mutante da tonalidade das folhas ou das florações. A composição da vegetação pontua o verde dominante, cada momento do ano marcado por certa faixa da escala cromática: aqui o tempo tem cores. Este filme exemplifica o calendário tonal. E os tons – agora sonoros – das faixas musicais variam do “erudito” ao “popular” – rótulos, ah, os rótulos!… – (Johann Sebastian Bach a Bill Evans ou Charlie Haden), do estrangeiro ao brasileiro (Joseph Haydn a Villa-Lobos ou Villani-Côrtes), do instrumental ao cantado (Wolfgang Amadeus Mozart a Caetano Veloso). Em tempos sombrios, sons e cores alimentem nossa esperança (30.3.2020).

SINOPSE

Recebemos em nosso jardim visitas especiais para o café da manhã e para o banho matinal – a imagem ilustrativa dá um spoiler de quem são, não pude evitar…
Alerta: este é um SLOW MOVIE, não que filmei em câmera lenta, sim que não me vexei em encerrar cada plano, dada a beleza de seus movimentos internos, e algumas surpresas que só a paciência e a duração facultaram. A alguns de nós, acostumados com a direção de cinema tipo “descolamento de retina” – a câmera nervosa tremelicando de objeto em objeto e nossos olhos desesperadamente tentando segui-los – este filme de longos planos fixos causará paradoxalmente certa inquietação… (Veja a deliciosa sátira daquele tipo de direção agitada em “Greg News – Profissionais da saúde”; demais, uma excelente crônica do momento atual.)
Portanto a receita é: tire um tempo, relaxe e deixe correr, é um média-metragem de 31’18”. Não me afobei, não se afobe, pode ser prazeroso. Verá uma seleção de tomadas feitas por Luiz (a maioria – vejam os créditos) e por mim, procurando captar por horas, ao longo de três dias, o deleite de movimentos, cores e luzes fascinantes. Somos privilegiados – e a maioria de nossa bolha – por tempo de sobra em nossa quarentena.
Abro e fecho o filme com cenas do contexto: o jardim interno do terreno de nossa casa em Sobradinho, Brasília, ao contrário do último filme, “Vegetal e mineral”, que mostra o jardim externo (este aqui retoma brevemente temas de outro filme anterior, “Jardim”).
Na presente estação em Brasília o tempo pode mudar de repente – não darei outro spoiler do que aconteceu na filmagem…
Tampouco pude evitar, na duração dos planos, na montagem e na trilha sonora um tom melancólico, correlato à situação em que vivemos. Confesso: invejei a paz que as visitas desfrutam no café da manhã e no banho, alheias ao apocalipse que nos atinge mas não a elas – enquanto mudanças climáticas lhes não afetem em cheio… Todavia, estão sempre alertas contra predadores – pequenos gaviões e corujas desta freguesia (note divertido exemplo).

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Fascinante viagem à China, durante três semanas, em julho de 2019: Beijing, outras grandes cidades, cruzeiros em rios, arrozais tradicionais em zonas rurais..

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Padrões desenhados pela incidência da luz solar numa casa ao longo das horas do dia. Filmado em outubro-dezembro de 2019 na nossa segunda residência, a Casa da Gangorra, em Canaan, Trairi (CE), projetada por mim em 1989. Durante a filmagem perdemos Bill Hillier, querido professor e mentor, em 5.11.2019. O filme é dedicado à sua memória. Para a trilha sonora escolhi, de Philip Glass, que Bill apreciava, “Mad rush”. A peça é executada pelo próprio Glass ao piano, lançada no CD “Solo Piano” (por coincidência, no mesmo ano em que a casa foi construída, 1989).
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Patterns drawn by sunlight on a house along the hours of the day. Shot on October-December, 2019 at our second residence, the Gangorra House, in Canaan, Trairi (CE, Brazil), which I designed in 1989. During shooting we lost Bill Hillier, a dear teacher and mentor, on November 5th, 2019. The film is dedicated to him, in memoriam. For the soundtrack, I chose, from Philip Glass, who Bill appreciated, “Mad rush”. The piece is performed by Glass himself on the piano and was launched in the CD “Solo Piano” (by coincidence, the same year the house was built, 1989).

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Discurso de agradecimento de Frederico de Holanda, e fala da Magnifica Reitora da Universidade de Brasília, Profa. Márcia Abrahão Moura, por ocasião da outorga do título de Prof. Emérito da Universidade de Brasília, em 2 de julho de 2019.

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Filme curto em planos longos… Relaxe, deixe rolar, dura somente 12’47”…
Está no ritmo da luz mutante ao entardecer numa embocadura de rio, águas diversas a se chocarem na maré alta. Filmado no Mundaú, CE, em 20.01.2019, cuja beleza renovada a cada visita faz jus a Silvio Rodríguez… Para acompanhar, por que não Mahler?…

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Brasília de muitas faces: deslumbrantes palácios e outros edifícios excepcionais, e banais produtos da especulação imobiliária; bucólicas “superquadras” residenciais do Plano Piloto de Lucio Costa e charme pré-moderno de uma vila novecentista; segregação e homogeneidade física e social de conjuntos de habitação popular, e fascinante diversidade arquitetônica e humana de um bairro no coração metropolitano; riqueza das mansões, pobreza dos barracos, e o que está pelo meio; presença e ausência nos lugares públicos – jardins, calçadas, ruas, orla lacustre – dia e noite, nos dias úteis e fora deles, no trabalho e no lazer; eventos excepcionais a reunirem milhares de pessoas nos espaços monumentais. O filme é um olhar sobre a cidade que me acolheu 46 anos atrás.

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Casa da Gangorra. Projeto e construção: 1989. Arquiteto: Frederico de Holanda. Localização: Distrito de Canaan, Município de Trairi, CE, Brasil. A casa fica num sítio a 12 km da praia de Flecheiras, CE. As redondezas das praias são mostradas, inclusive a barra do rio Mundaú.

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No solstício de verão (21.12), o astro-rei faz desenhos caprichosos na nossa sala. O comentário musical é de Vivaldi (op. 1, n. 12, trecho, por Sonerie). A técnica é “fotografias por intervalos”: fotos tiradas de 2 em 2 segundos, reunidas num filme de cerca de 50″.

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Quem me dera eu estivesse entre eles… Filmei numa tarde e numa manhã, nas praias de Flecheiras e Guagiru (CE) – esta última tem uma escola de kite-surf, dá pra notar, nesta terra privilegiada pelos generosos alísios. Para acompanhar, que tal Piotr Ilitch?…

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Este filme é dedicado à memória de CHRISTINA JUCÁ. Para onde fosse, Chris levava o Nordeste na alma – redes na varanda, coqueiros, jangadas, praia e alísios a relembram. O comentário musical é de Tim Maia (letra da canção abaixo).

O VENTO E AS CANÇÕES
De: Sérgio Sá / Wally Salomão
Por Tim Maia

Vou refazer minha vida
Reabrir as janelas e chamar o sol
Vem queimar de luz meu dia
Descolando estas sombras
Presas nas paredes
Acendendo em mim o que já foi paz
Pra que eu possa entender as canções
Que o vento traz
Vou refazer minha vida
Reabrir o meu peito
E chamar o amor
Vem com sua sede e ternura
Recriar destas sombras
Uma alma nova
Só preserva em mim o que em mim já foi paz
Pra que eu possa aprender
As canções que o vento traz
O vento vai limpar minhas cortinas
Soprando o cheiro alegre de campinas
De rios cachoeiras e sertões
O vento aprende, ensina mil canções
O vento aprende e canta mil canções

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No cinema, em geral, parte-se de imagens e procura-se trilha sonora correlata à atmosfera fílmica. Kubrick é mestre nisso (e noutras coisas) – pense em “De olhos bem fechados” ou “Odisseia no espaço”.
Aqui, não. Gravei o prelúdio n. 20 em dó menor do meu xará Frédéric Chopin e fui atrás de imagens congruentes com aquela dramaticidade e melancolia, à vez.
A noite em Brasília – onde mais? Contudo, a “noite americana”.
Vimos o filme de Selton Mello “O filme de minha vida”, que remete ao clássico norte-americano “Rio Vermelho” (Howard Hawks, 1948) – o último está cheio de “noites americanas”: filmar de dia, parecendo noite (película especial, filtros, exposição – mas, no computador, é moleza). François Truffaut faz bela homenagem à técnica em “La nuit américaine” (1973).
A expressão carrega, hoje, divertida ambiguidade.
Porém aqui, no final…

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Um dia Luiz Amorim referiu o átrio de nossa casa em Sobradinho, Brasília, como “mensageiro do tempo”. Na filmagem do átrio foi utilizado o recurso “fotografias em intervalos” da câmera Nikon D750. Foram registradas 12 horas, à razão de 1 quadro a cada 3 segundos. O conjunto é reproduzido à razão de 60 quadros por segundo. As 12 horas, comprimidas em 4’30”, facultam observar a passagem do tempo: o sol a desenhar-se em pisos e paredes, as nuvens, aqui e acolá, a encobrir sua luz… E “fantasminhas” como resquícios da vida rotineira da casa. Realizado em 15 e 16.12.2015, este vídeo é dedicado a Luiz Amorim.

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Joana Holanda interpreta Contrastes, de Marisa Rezende, ao piano. Gravado em Sobradinho, Brasília, em 6.12.2015 (piano Yamaha C2). Fotografia e montagem de Frederico de Holanda.

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Gente é a primeira parte da “Trilogia do Mundaú”, mas lançada em terceiro lugar, depois de Crepúsculo e Paisagem (links também nesta página). Filmada na Vila de Mundáu, município do Trairi (CE). Vida cotidiana nos finais da tarde no espaço público, inclusive varandas na frente das casas, onde se tece rendas, fabrica-se ou ajeita-se redes de pesca, joga-se conversa fora, simplesmente olha-se a paisagem…

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Tomadas a partir de um lindo passeio de barco pela embocadura do rio Mundaú, com vistas fascinantes. Ou assim creio…

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Num mundo dolorido – aqui, na África, na França, na Palestina, planeta afora – oxalá esses seis minutos ajudem a gente a tocar o barco. Que não sejam uma metáfora dos tempos. Pelo contrário. Filmado em 16.11.2015, na Barra do rio Mundaú, município do Trairi, CE.

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Fotos e vídeos tomados no Instituto Inhotim, Brumadinho (MG), por Frederico de Holanda e Rosa de Lima Cunha, em 22 e 23 de maio de 2015.

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Vídeo realizado a partir de imagens da aquarela Viva a Vida!, de Guita Charifker (1993), de nosso acervo.

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Conheçam este lugar paradisíaco, no litoral norte do Ceará.

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O Prelúdio n. 4 de Frédéric Chopin, em mi menor, interpretado por Frederico de Holanda, tendo por imagens, à guisa de contraste com a profunda melancolia da peça, flores em abril, Brasília, Brasil.

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Partilho um vídeo que fiz sobre nossa casa em Sobradinho, Brasília, que projetei em 1998 e onde moramos desde 1999. Contém fotos minhas (exceto uma, indicada) tomadas ao longo dos últimos quinze anos. Há uma trilha sonora de Erik Satie – Trois Gymnopédies – que interpreto ao piano de nossa sala (um Yamaha C2). Incluo outros sons ouvidos na residência: pássaros, o cantar do galo no nosso quintal ao amanhecer, trovoadas e o ruído da chuva a desabar no átrio, miolo da casa…

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Sítio Gangorra, Canaan, Trairi, CE, dezembro-janeiro 2012-2013. Gansos banhando-se, espreguiçando-se, fazendo a sesta…

Veja mais filmes de Frederico de Holanda no Canal YOUTUBE

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